Infraestrutura de aquicultura com vários tanques-rede flutuantes, circulares e retangulares, instalados no mar.

Aquicultura Sustentável: 5 Tendências Que Vão Marcar o Setor

Sabia que a aquicultura é um dos setores de produção alimentar que mais cresce a nível mundial? Descubra as 5 tendências da aquicultura sustentável que estão a transformar o setor.

Produzir mais peixe sem aumentar a pressão sobre os ecossistemas é um dos grandes desafios da aquicultura. Entre a necessidade de proteger a qualidade da água, escolher materiais adequados e garantir estruturas mais seguras, cada decisão tem impacto direto no desempenho da exploração e no ambiente.

É neste contexto que a aquicultura sustentável assume um papel fundamental, afirmando-se como uma resposta técnica, ambiental e económica aos desafios atuais da criação de peixes.

O Que Significa Aquicultura Sustentável?

A aquicultura sustentável procura equilibrar a produção, a eficiência e a responsabilidade ambiental. Na prática, isso implica:

  • Reduzir desperdícios de comida, energia e materiais;
  • Proteger a qualidade da água com monitorização regular dos níveis de oxigénio, temperatura e salinidade;
  • Limitar fugas de peixe com estruturas bem dimensionadas e redes em bom estado de conservação;
  • Escolher materiais adequados ao contexto de utilização (mar aberto, viveiro em terra ou água doce);
  • Garantir condições que favoreçam o bem-estar e o desenvolvimento sustentável dos peixes.

O objetivo não é apenas produzir mais. É produzir com mais segurança, com melhor circulação de água e com equipamentos que duram. E é aqui que reside a verdadeira eficiência.

Como Produzir Mais com Menor Impacto Ambiental?

A procura por peixe de viveiro está em crescimento exponencial. E cada novo ciclo de produção pressiona dois lados ao mesmo tempo: a exploração e o ecossistema que a rodeia.

Por isso, a sustentabilidade na aquicultura deixou de ser apenas uma exigência ambiental ou regulamentar. É também uma forma de reduzir perdas, prolongar a vida útil dos equipamentos e melhorar a produção.

Instalação de aquicultura com tanques-rede em águas costeiras, junto ao mar, sob céu limpo.

Na prática, esta evolução já se vê no terreno, em decisões do dia a dia: gerir a água, escolher redes e materiais, proteger os peixes, cumprir critérios de certificação, monitorizar a produção.

Reunimo-las em cinco tendências que mostram para onde caminha o setor com mais eficiência, controlo e responsabilidade ambiental.

1. Gestão e Otimização da Qualidade da Água

Poucos fatores pesam tanto na produção como a qualidade da água na aquicultura. Os níveis de oxigénio, a temperatura, a salinidade e a renovação da água determinam diretamente a saúde, o crescimento e a sobrevivência dos peixes.

Uma má gestão da água pode anular todos os esforços de sustentabilidade, mesmo com os melhores materiais e práticas de gestão.

Há um pormenor que escapa a muitos produtores: a própria estrutura do tanque-rede condiciona este equilíbrio. A malhagem, a tensão da rede e o seu estado de conservação influenciam a circulação hidrodinâmica. Uma rede danificada ou com a malhagem desajustada pode formar zonas de renovação de água baixa, criando bolsas de água parada. Estas áreas reduzem a oxigenação, favorecem a acumulação de resíduos e aumentam o risco de proliferação de agentes patogénicos.

Por isso, a tendência é clara: as explorações mais eficientes tratam a gestão da água como prioridade, com monitorização regular e atenção às condições físicas das estruturas.

2. Materiais Mais Duráveis e com Menor Impacto Ambiental

A indústria está a investir em soluções que aumentem a resistência das redes, prolonguem a vida útil e reduzam a necessidade de substituições frequentes. Materiais como o polietileno de alta densidade (PEAD) são uma referência pela durabilidade, pelo potencial de reciclagem e pela menor pegada ecológica.

Com o objetivo de maximizar a vida útil das redes, os tratamentos UV avançados aplicados na extrusão do fio desempenham um papel essencial. Retardam a degradação provocada pela exposição solar e ajudam a preservar, ao longo do tempo, a resistência e a elasticidade da malha.

3. Bem-Estar Animal na Aquicultura

Produzir mais sem prejudicar o ambiente passa também pelo bem-estar dos animais. Num tanque sobrelotado, os peixes vivem sob tensão constante. O resultado traduz-se em maior mortalidade, crescimento mais lento e quebra no desempenho da exploração. Por isso, investir em boas condições de produção não deve ser visto como um custo, mas sim como uma componente essencial da eficiência produtiva.

As estruturas têm um papel determinante neste ponto. Em viveiros de peixe instalados em terra, a malhagem deve garantir oxigenação adequada e luminosidade natural. Já nos tanques em mar aberto, sistemas de proteção bem dimensionados, como as redes antipredadores, evitam fugas e perdas de biomassa.

Quando os peixes têm espaço adequado e boa circulação de água, a exploração ganha estabilidade, previsibilidade e eficiência.

4. Certificação ASC

Cada vez mais explorações procuram obter a certificação ASC (Aquaculture Stewardship Council), que valida práticas responsáveis na aquicultura. Esta deixou de ser uma vantagem competitiva e passou a ser uma condição de acesso ao mercado.

Os grandes retalhistas europeus já exigem esta certificação, o que significa que, sem ela, as explorações podem ficar de fora de determinados canais de venda, independentemente da qualidade do seu produto.

O processo avalia critérios como:

  • Gestão da qualidade da água;
  • Bem-estar animal;
  • Origem da alimentação;
  • Impacto ambiental das estruturas de produção.

Para quem produz, é um incentivo a investir em equipamentos e processos à altura de padrões cada vez mais exigentes.

5. Digitalização e Monitorização Inteligente na Aquicultura

A digitalização está a transformar a aquicultura, dentro e fora da exploração. Dentro, sensores de oxigénio, temperatura e salinidade permitem monitorizar as condições da água em tempo real e detetar anomalias antes que se tornem perdas. Fora dela, a rastreabilidade digital, isto é, o registo e a verificação da origem e das condições de produção de cada lote, é uma exigência crescente dos distribuidores europeus, impulsionada por uma regulamentação mais rigorosa sobre a rotulagem e a origem dos produtos alimentares.

Para as explorações, é o caminho para uma gestão mais preventiva e para uma cadeia de produção transparente e verificável.

Estrutura circular de aquicultura marinha em alto-mar para produção controlada de peixe.

Perguntas Frequentes

O que é a aquicultura sustentável?
É a produção de peixes e outras espécies aquáticas de forma a reduzir o impacto ambiental e garantir o bem-estar animal, mantendo a produção viável a longo prazo. Inclui materiais mais duráveis, boa gestão da água e práticas que protegem os ecossistemas onde as explorações operam.

O que é a certificação ASC?
É um selo internacional (Aquaculture Stewardship Council) que comprova que uma exploração segue práticas responsáveis, avaliando critérios como a qualidade da água, o bem-estar animal e o impacto ambiental da produção.

O que é a rastreabilidade digital na aquicultura?
É a capacidade de registar e tornar verificáveis a origem e as condições de produção de cada lote ao longo de toda a cadeia. Permite que distribuidores e consumidores confirmem que o produto cumpre os elevados padrões exigidos nos mercados europeus e nos processos de certificação como o ASC.

Como melhorar a qualidade da água numa exploração de aquicultura?
A qualidade da água melhora com o acompanhamento regular dos níveis de oxigénio, temperatura e salinidade, bem como com uma boa circulação de água nos tanques-rede e viveiros. Estes cuidados reduzem o stress dos peixes, ajudam a manter o equilíbrio do ambiente de cultivo e favorecem um crescimento mais saudável.

O que torna os materiais das redes de aquicultura mais sustentáveis?
O polietileno de alta densidade (PEAD) continua a ser uma referência em durabilidade e resistência. A tendência atual passa por complementar este material com soluções recicláveis e de menor pegada ambiental, reduzindo a necessidade de substituições frequentes e o consumo de matérias-primas.

Porque é que a escolha da rede é importante para uma aquicultura sustentável?
A rede influencia a circulação da água, a segurança dos peixes, a proteção contra predadores, o risco de fugas e a durabilidade da estrutura. Neste sentido, a rede certa mantém a boa circulação de água, reduz fugas e perdas de biomassa e prolonga a vida útil
da estrutura. Isto traduz-se em menos substituições ao longo de vários ciclos de produção.

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A aquicultura sustentável depende de decisões técnicas capazes de proteger a produção, reduzir riscos e prolongar a vida útil dos equipamentos.

Na Cadilhe & Santos, desenvolvemos redes e soluções personalizadas para diferentes contextos de aquicultura, desde viveiros em terra até tanques-rede em mar aberto.

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